quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Planejar para conquistar


         Chegamos ao final de mais um ano. O ano de 2014 marcará a história do Brasil pela copa do mundo realizada, eleições disputadas e racionamento de água na região sudeste.
Esses são alguns marcos históricos para o Brasil. Sabemos que o país não atingiu as metas propostas para esse ano e será que nós atingimos as nossas metas pessoais?
Ano novo é tempo de promessas. No próximo ano a maioria das pessoas escolhe os sonhos que querem realizar. Muitas dietas, academias e projetos são esperados para o próximo ano. Como se a mudança de um número ou os fogos de artifício no céu fossem mudar o rumo da nossa história num estalar de dedos.
Se você sonhou com algo novo para 2014 agora é hora de fazer um balanço do ano e ver se seus sonhos se transformaram em realidade. Na maioria dos casos o sapo não virou príncipe, e agora é a época certa de sonhar novamente, em 2015 tudo vai ser diferente, será?
Sonhar é muito bom e sou da opinião que sem sonhos não vale a pena viver. Mas sonhar apenas não resolve. O sonho tem que virar um objetivo e para atingi-lo é necessário planejamento, caso contrário, corremos o risco de terminar 2015 transferindo o sonho para 2016, onde certamente tudo acontecerá, e assim sucessivamente por toda uma vida.
Aproveitar esse clima de renovação, de recomeço para estabelecer os objetivos a serem atingidos no ano vindouro é essencial para que ele comece com ânimo novo, mas mais importante que estabelecer os objetivos e metas é definir como eles serão atingidos, e ai entra o planejamento.
Segundo o Wikipédia “O planejamento (português brasileiro) ou planeamento (português europeu) é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Sendo, portanto, o lado racional da ação. Tratando-se de um processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os resultados esperados. Esta deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns objetivos pré-definidos.”
Sendo assim vamos estabelecer nossas metas, criar nossos objetivos e planejar a melhor forma de executá-los no próximo ano, avaliando no final se conseguimos atingir o que foi estabelecido.
Ser inteligente é saber que para se chegar a algum lugar é primeiro necessário definir o local, saber onde quer chegar. Depois definir o melhor caminho, avaliando os riscos de cada um. Sabendo para onde vai e  tendo escolhido o caminho é só seguir em frente!
O blog momentos inteligentes deseja um feliz 2015 para todos! Estamos planejando algumas novidades para o próximo ano.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Eleições – Estamos fazendo a nossa parte?

Nesse período eleitoral, a televisão, as rádios, a internet e as redes sociais estão direcionadas para as campanhas políticas. Assistimos a todo tipo de manifestação: críticas, brigas eleitorais, divulgação de programa de governo.

Encontramos constantemente eleitores indignados, engajados, decepcionados, indecisos até o último minuto. Alguns com medo de mudar, outros com medo de continuar...

Discute-se muito a política, em todos os âmbitos, há especialistas na padaria, no mercado, no Facebook, nos jornais e televisão, todos têm sua opinião.

É um momento decisivo, onde vamos eleger aqueles que nos representarão nos cargos públicos pelos próximos anos. Os eleitos decidirão sobre os rumos da economia, da saúde, da educação, e de diversas áreas que afetarão diretamente nossas vidas.

O que muitos, no calor dos seus sentimentos, não pensam é que, independente de partido ou de resultado, as eleições são uma vitória e uma conquista do povo brasileiro.

Houve um tempo em que para votar era necessário ser homem, católico, casado e com pureza de sangue; houve tempo em que para votar era preciso ter renda mínima; houve um tempo em que para votar era preciso ser branco; houve um tempo em que o voto não era secreto; houve um tempo em que as eleições eram indiretas...

Como tudo na vida, votar se aprende na prática, abrindo o direito a discussão, a troca de ideias e de ideais. Por menos que se conheça um candidato, algo faz com que o escolhamos para nos representar, nem que seja a propaganda certa no lugar certo.

Concordar ou discordar faz parte do processo evolutivo, do aprendizado. Expor suas idéias e estar aberto a ouvir as idéias dos outros fortalece o sistema e possibilita a troca de experiências e visões.

Importante é participar de alguma forma, tornar o voto cada vez mais consciente. Cobrar os resultados, cobrar o cumprimento das promessas, acompanhar as decisões tomadas depois de eleito.

 Mas para isso é preciso saber em quem votamos e o que foi prometido pelo candidato escolhido. Acredito que esses são os primeiros passos para a melhoria do sistema.

Muitas pessoas votam por votar, depois nem se lembram quem elegeram para dirigir o país em que vive. Essa certamente não é a melhor forma de exercer a cidadania.

Quando se contrata um funcionário não se analisa primeiramente o currículo do candidato? Para receber nosso salário não temos que cumprir com nossas obrigações?

Quando contratamos um serviço não monitoramos para averiguar se ele está sendo executado da forma estabelecida? Não reclamamos, procuramos órgãos competentes para exigir nossos direitos?

Os políticos são pessoas que escolhemos para nos representar, se eles não exercem bem suas funções temos que reclamar, exigir nossos direitos. É ao povo que eles devem prestar contas, pois somos nós que pagamos seus salários com nosso trabalho.

Acredito que já demos grandes passos, mas estamos ainda no início da nossa caminhada.


Ser inteligente é saber que os políticos não estão acima do bem e do mal, são apenas pessoas que nós escolhemos para nos representar e que, assim como qualquer outra escolha que façamos, temos o direito de cobrar, de mudar e de buscar o melhor para nós e para nosso país.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Dia das crianças – Vamos dar algo além do presente?

Está chegando o dia das crianças, você já pensou qual o significado desse dia?

O dia das crianças começou a ser comemorado em 1960 quando a Estrela e a Johnson & Johnson lançaram a “Semana do Bebê Robusto”, com o objetivo de aumentar suas vendas. Algum tempo depois outros fabricantes se juntaram a eles e passou-se a comemorar em 12 de outubro o dia das crianças. A data havia sido oficializada bem antes em 1924, mas foi a união de grandes fabricantes que impulsionaram a comemoração.

Atualmente é uma data importante para o comércio, pois as vendas aumentam consideravelmente. É considerada a terceira maior data de vendas no país, perdendo apenas para o natal e o dia das mães.

A maioria das crianças já faz a lista de presentes que querem ganhar nesse dia, na grande maioria dos casos, a lista é repleta de brinquedos.

Observando meu filho nos últimos anos, percebi que ele fica atolado de tantos presentes nesse dia, não sabe nem do que gostou mais, abre um, depois outro, brinca com um, depois com outro, uma loucura.

Decidi então olhar para esse dia com um foco diferente. Fazer parecer um dia especial não porque vai ganhar presente, mas porque terá uma programação voltada para ele.

O consumismo muitas vezes toma conta de todos nós, e nos esquecemos do que é realmente importante. Que adianta comprar o brinquedo mais caro da loja e largar o filho assistindo televisão o dia todo? Vamos procurar fazer desse dia um dia inesquecível para nossas crianças.

Nada contra comprar presente para elas, mas procuremos não sufocá-las apenas com inúmeros presentes, mas estarmos presentes ao lado delas.

Há muitos passeios que podemos fazer juntos nesse dia: cinemas, teatros, shows, parques de diversão e parques ao ar livre. Que tal fazer com ela o almoço e deixar que ela escolha o cardápio? Ou passar o filme favorito e assistir juntos comendo pipoca no sofá?

Livrarias, bibliotecas, leitura ao ar livre são outras opções interessantes. Na correria do dia a dia muitas vezes não temos tempo para passar o dia todo junto com as crianças, mal damos a elas a oportunidade de falarem, então sentemos e escutemos o que elas têm a dizer.

Passear na casa da avó, dos padrinhos, ou de alguém que seja próximo e que goste de estar com a criança, pode deixá-la também muito feliz.

Outra opção interessante é ensinar as crianças a dividir. Ao ganhar um brinquedo novo podemos ensiná-la a doar um que ela não brinque mais, mas que esteja em boas condições, para alguma criança que não tem a mesma oportunidade que ela. Ou ainda, levá-la para comprar um brinquedo e doar para uma criança na rua, por exemplo. Nesse gesto ensinamos muitas lições importantes para a vida: o desapego, a solidariedade e a caridade.

Fica o desafio de esquecermos nossos compromissos e criarmos, pelo menos nesse dia, o compromisso de estar presente ao lado das crianças que nos cercam, deixando que a criança que vive em nós também se manifeste.

Ser inteligente é saber que nem sempre o presente é mais importante que a presença, e que criança para ser feliz precisa de pouco, na maioria das vezes, o simples fato de se sentir amada e importante para sua família.


Feliz dia das crianças para todos!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Consumismo infantil

                 No ano passado fizeram um trabalho na escola do meu filho que me chamou a atenção para algo que eu nunca tinha observado: a propaganda voltada para o público infantil. Foi nesse momento que conheci o Instituto Alana e assisti a um vídeo que eles fizeram sobre esse tema.

                A partir desse momento comecei a prestar atenção em fatos que pareciam corriqueiros e percebi quanto meu filho, de cinco anos, recebe essa influência da publicidade. Comecei então a tentar separar o joio do trigo e a usar a favor da educação dele o que vinha de bom e a filtrar as influências negativas.

                Vou dar um exemplo: Um dia estava fazendo janta na cozinha e meu filho veio na minha direção e disse que queria jantar fora, num restaurante japonês. Achei estranho, pois apesar de gostar dessa culinária, consumimos pouco e nunca tinha ido com ele em um restaurante. Por outro lado adorei o fato de ele querer experimentar a culinária japonesa. Disse a ele que assim que desse iríamos almoçar num restaurante japonês e, para minha surpresa ele respondeu: mas tem que ser no Gendai, porque comida japonesa de verdade é no Gendai. Nem preciso dizer que ele viu a propaganda no intervalo do desenho que estava assistindo e saiu repetindo.

                Na semana seguinte o levamos a um restaurante japonês, o que ele havia escolhido. Mostramos os pratos, o deixamos ele escolher. Meu marido o ensinou a usar o hashi, ele adorou tudo, depois explicamos para ele que aquele era apenas um restaurante que vendia comida japonesa, que existiam diversas opções, tão boas quanto ou até melhores que ele.

                Numa outra oportunidade o levei para almoçar comigo num outro restaurante japonês, que ele adorou. Experimentou outros pratos e se divertiu muito, compreendeu o que eu havia explicado.

                Essa foi apenas uma experiência que tivemos com relação a publicidade voltada para ele. Diversas vezes marcas, lugares ou situações fora do seu cotidiano foram citados como referência as propagandas assistidas.

               Há atualmente um consumismo muito grande por parte das pessoas de modo geral. Algumas pessoas consomem por puro prazer, outras para serem aceitas por um grupo, outras ainda para mostrarem que tem condições. Muitas vezes ao comprar algo o que menos importa é se estamos precisando. Essa atitude vivenciada por parte das crianças acaba sendo incorporada por elas, mudando muitas vezes o rumo da infância.

                Outro dia eu estava numa loja escolhendo um presente para um aniversário e me deparei com uma situação que me chamou a atenção: Um pai estava com dois filhos, um menino de uns dois anos e uma menina que deveria ter uns seis anos. Ele queria que ela escolhesse um presente que ele ia dar para ela. Ela escolheu uma boneca, ele falava calmamente para ela: “Filha, você já tem várias bonecas iguais a essa e não brinca com nenhuma delas, ela vai para o baú junto com as outras. Eu quero te dar um presente que você goste e fique feliz de receber”. Ela insistia que ela queria a boneca, porque uma amiga dela tinha aquela boneca e ela tinha muitas, mas não tinha aquela que a amiga tinha e ela ia ficar feliz com a boneca.

                Senti naquele diálogo um pai querendo deixar a filha feliz com um presente, mas para ela o gesto do pai não tinha importância, ela queria a boneca porque a amiga tinha e ela não. A importância para ela era ter o mesmo que a amiga. Confesso que senti um vazio.

                Aquele pai provavelmente teria ficado muito feliz com um brinquedo na infância dele, onde se ganhava brinquedos uma vez no ano e se sonhava muito com eles. Mas sua filha não entendia o seu sentimento, para ela era apenas mais uma posse, mostrar que também podia ter ser igual à amiga, disputar com ela... Os conceitos mudaram.

                Isso chamou novamente minha atenção, que exemplo estamos dando para nossos filhos? Que valores estamos passando para eles? Onde mora o limite? É um caso para se pensar.

                A infância está sendo invadida, estamos perdendo conceitos importantes, mudando o rumo das vidas das nossas crianças. Não deve ser preocupação de uma criança o nome da loja onde os pais vão comprar o brinquedo, assim como o shopping não pode ser melhor para ela do que o parque. Uma menina não pode achar um sapato mais importante que uma boneca e nem fazer a unha mais importante que brincar na areia.

                Acredito que o comportamento dos pais, aliado com as propagandas desenfreadas vem contribuindo muito para que a infância perca o que tem melhor: a inocência.

                Ser inteligente é não permitir que a publicidade invada nossos lares e comprometa a infância dos nossos filhos, fazendo nossa parte, esclarecendo as dúvidas, mostrando outras opções e dando o exemplo com nossas atitudes.

                Para quem quiser conhecer mais segue o link: http://criancaeconsumo.org.br/. Assistam ao vídeo “Criança a alma do negócio”.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Beleza – Como atingir a nossa?

Vivemos atualmente num mundo onde a beleza é uma busca incansável para muitas pessoas. Há uma luta contínua para o emagrecimento, uma busca por cosméticos anti-envelhecimento, cirurgia plástica, pela formação de uma imagem bela. Mas fica a dúvida: Onde mora a beleza?

           Essa busca desenfreada faz com que muitas pessoas percam a identidade, deixem de saber do que elas realmente gostam. Todos em busca de um padrão para serem aceitos pela sociedade.  
  
Será que tenho realmente que me parecer com todo mundo, ou será que não é mais bonito ser diferente dos demais? Será que a beleza está do lado de fora ou do lado de dentro?

           A corrida pela beleza tem gerado muitas doenças: anorexia, bulimia, vigorexia, tanorexia, para citar algumas. Baixa estima, insegurança, ansiedade são outras doenças provocadas, muitas vezes, por essa busca desenfreada.

        Cirurgias plásticas, uso de anabolizantes e outras diversas substâncias que alteram o ritmo natural do corpo são utilizados diariamente por diversas pessoas tentando melhorar sua aparência para atingir a tão sonhada beleza.

            Mas será que precisamos de tudo isso? O que é a beleza?

            Beleza para mim é um estado de espírito, é quando nos sentimos bem, quando nos olhamos no espelho e ficamos felizes com o resultado. Mas esse resultado não precisa ser imposto por terceiros, mas estar dentro de nós, dos padrões que nós definimos. Devemos ser bonitos para nós mesmos.
           Muitas vezes para manter a beleza ditada é necessário esforço, dedicação, abdicar de coisas que nos são importantes e muitas vezes trazem riscos para nossa saúde, e o pior, que não são importantes para nós.

          Para que você se sinta bonito busque dentro de você o que realmente lhe importa, considerando todo o contexto necessário para ter e manter o padrão escolhido. Pense se valem a pena, os esforços necessários, as conseqüências e os vários meios de atingir seu objetivo. Se a maneira encontrada for certa para você, a opinião dos outros não terá mais importância. E fica a dica que aprendi durante a vida: Quando nos achamos bonitos, agimos de forma que as pessoas a nossa volta também nos achem.

          Na infância eu tinha os cabelos lisos, escorridos mesmo. Com o passar do tempo ele mudou e tornou-se crespo, a maior dificuldade é que isso ocorreu durante minha adolescência, momento em que buscamos ser iguais a todo mundo e, na época, o cabelo liso era moda. Passei uns três anos da minha vida penteado e prendendo para ele  não armar com o vento. Soltava no destino final e ficava alisando com as mãos, mas qualquer vento fazia ele parecer um balão, isso dava eu trabalho enorme.

         Um dia resolvi aceitar que ele não ira voltar a ser liso, ele havia mudado e eu não queria entender. Comecei a parar de pentear, lavava e deixava secar naturalmente, apertando para ele fazer os cachos.

            Com o tempo comecei a achar que ficava bonito daquele jeito e não faltaram elogios a minha volta. Muitas pessoas perguntavam o que eu havia feito para o cabelo cachear, a resposta era a mesma que dou até hoje: lavar e sacudir.

           Claro que um cabelo crespo não fica perfeito como um liso, os cachos às vezes se revoltam, os fios saem do lugar, mas adotei esse padrão “descabelada” e sigo até hoje com ele. Sinto-me bem assim, não tenho trabalho nenhum, além de lavar, passar o creme após o banho e apertar para fazer os cachos, algumas vezes eles ficam lindos, outras nem tanto... Mas o importante é que me sinto bem dessa forma.

           Portanto, importante não é seguir um padrão, ditado por alguém que não conheço, que não me conhece, que não sabe nada de mim. Importante é seguir da forma que eu me sita bem e bonita.


Ser inteligente é saber que a beleza mora em nós e não nos outros, e que ser bonito é cuidar-se e demonstrar atitudes bonitas e encontrar o que em você pode te fazer melhor. Nada adianta uma escultura padronizada se ela não representa nada.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Filhos: Precisamos nos preparar para criá-los

Estudar faz parte da vida. Quando somos pequenos nossos pais nos colocam na escola para aprendermos a ler, escrever e a nos relacionarmos.

No Brasil, a partir de 2016, será obrigatório o ingresso na escola a partir dos 4 anos de idade, a lei de 2009 alterou a idade mínima para início escolar que era a partir dos 6 anos.

Dos 4 aos 17 anos são treze anos de estudo obrigatórios a todos os cidadãos, segundo a constituição. Depois desse período, normalmente o adolescente opta por uma profissão e vai se preparar para ela fazendo faculdade ou curso técnico.

A partir de então serão mais alguns anos de estudo para se preparar para a vida profissional. Muitos ainda precisam de estágio, especialização, cursos preparatórios.

Ao ingressar no mercado de trabalho, para um profissional se manter atualizado hoje em dia, seja qual for sua profissão, é necessário continuar estudando e se preparando.

Bem, ai vem a pergunta: Se preciso estudar e me preparar tanto para exercer uma profissão, para fazer parte de uma sociedade por que não há preparo para ter um filho?

Os pais são o primeiro contato que as crianças têm com o mundo. A convivência desde a gestação e os cuidados que recebem em casa é que formarão suas impressões, suas verdades, as bases para a formação dessa criança. Dessa base virá o sucesso ou o fracasso de um ser que, no futuro, será parte da sociedade.

Talvez se investíssemos mais no preparo dos pais, não teríamos que investir tanto em corrigir os filhos.

Educar não é função da escola. A escola tem que ser escolhida com base nas crenças da família, não precisa ser a mais cara do bairro, nem a que tem maior estrutura, precisa ser aquela onde a criança encontrará a continuação dos saberes adquiridos em casa.

Assusto-me ao ver pais reclamando que mandaram os filhos para a escola e eles voltaram piores, ou quando ouço frases como está: “Mas na escola não te dão educação?” Não, não dão educação! Educação se recebe em casa.

Na escola a professora pode ensinar que jogar papel na rua não é correto, mas se o filho vê a mãe jogando qual ação ele tomará? Que figura é mais para o filho a professora ou a mãe?

Ninguém está aqui tirando a responsabilidade da escola, mas cabe a ela ser uma extensão da família, porém para saber se está exercendo o papel esperado pelos pais, esses precisam saber o que esperam da escola, acompanhar e monitorar os filhos.

Deveria haver junto ao pré-natal um curso preparatório para pais. Algumas maternidades de ponta oferecem cursos preparatórios para os primeiros cuidados com os filhos, já é um passo, mas são cursos pagos e limitam-se aos cuidados dos primeiros meses.

Deveria haver formação de pais. Desde a gestação, como cuidar do filho na barriga, quais os cuidados da mãe na gestação, os deveres dos pais. Como agir nos primeiros meses, na primeira infância. Como estimular o conhecimento, desenvolver habilidades, preparar a criança para ser construtora de um mundo melhor.

No mundo em que vivemos, com tanta tecnologia e recursos, há muita informação, quem tiver interesse e souber da importância de conhecer para educar, consegue encontrar as fontes, mas infelizmente vejo pais e mães com recursos, mas sem entender a importância de se instruir para exercer seu papel.

Infelizmente a grande maioria não tem conhecimento e nem condições para buscar essa formação. E continuamos ouvindo frases como: “Deus deu, Deus cria!” Criar é fácil, educar e preparar para a vida exige conhecimento.

Se você é papai ou mamãe, ou está prestes a se tornar, estude, se prepare, receba essa criança com o amor e o carinho que ela merece e a ajude a se torna uma cidadã para o mundo.


Ser inteligente é saber que qualquer papel que desempenhamos na vida exige preparo e que não há papel mais importante que o de pais. Aprendamos para sermos os melhores pais que pudermos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ser pai


        Muito se fala em ser mãe, os sentimentos, as emoções, as mudanças na vida... Mas pouco ouvimos falar nas emoções de se tornar pai.

O pai era há algum tempo atrás uma figura distante, trabalhava o dia inteiro para prover as necessidades da família e a noite quando chegava estava cansado, precisava de descanso e paz. Era uma pessoa autoritária que transferia para a mãe a responsabilidade sobre a educação, os cuidados e o carinho com os filhos.

Felizmente essa situação vem mudando ultimamente. Ser pai, assim como ser mãe, tem se tornado um marco na vida dos homens. Com a conquista das mulheres no mercado de trabalho, mães e pais são responsáveis por prover a família e o tempo que têm livre são dedicados aos filhos. Quando um não pode, o outro está presente.

Acredito que esse foi um ganho irreversível para nossa sociedade. Vou às reuniões da escola do meu filho e vejo mães, pais, sozinhos ou juntos se interessando pela vida escolar e pelos problemas dos filhos. Vejo pais nos parques, ensinando os filhos a andarem de bicicleta e a jogar bola e, muitas vezes, brincando de bonecas com as filhas, coisa que há bem pouco tempo atrás era inadmissível.

Quando a mulher engravida não nasce apenas um filho, nasce uma família... mesmo que ela não seja tradicional, pai e mãe passarão a serem responsáveis pela criação e educação daquela criança.

O pai se emociona com a gravidez, acompanha a mãe nas consultas médicas, nos exames, ajuda nos momentos difíceis, faz carinho na barriga, conversa com o bebê, se preocupa com as dores, está do lado durante toda a gestação, acompanha o parto, se emociona ao pegar no colo o filho quando nasce...

O pai, fica do lado da esposa e do filho, acompanha a primeira mamada, fotografa, publica, curte...

O pai dá banho, mamadeira, coloca para dormir, acorda a noite quando o bebê chora.

O pai conhece a escola junto com a mãe, entende o método de ensino e vê se está de acordo com a filosofia da família.

O pai ajuda na lição de casa, abraça, beija, diz que ama...

O pai coloca limites, explica os porquês, vai à apresentação da escola e não tem vergonha de chorar de emoção e orgulho do filho.

O pai apóia, educa, ama, dá bronca, se envolve, quer conhecer os amigos, as relações amorosas...

         Ser inteligente é saber que ser pai é dedicar o melhor de você e do seu tempo para seu filho, é não ter vergonha de amar e é saber que a responsabilidade pela formação da criança é tanto do pai quanto da mãe. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ser mãe


Antes de ser mãe eu me perguntava se seria capaz de um dia dedicar a minha vida a um filho, ser como sempre foi minha mãe, que larga tudo a qualquer hora para ajudar um dos filhos.

Adiei o quanto pude a maternidade, pois sentia que ela deveria ocorrer num momento em que eu estivesse preparada para ser mãe... e pensava... será que conseguirei ser uma boa mãe?

E veio então a maternidade... Primeiro a descoberta, a emoção, a ansiedade... Depois as complicações... enjôo, sono... quanto sono... azia, cansaço.

E o tempo vai passando... você vai vendo a barriga crescer... fica imaginando a carinha, a mãozinha, a cor dos olhos, o tipo de cabelo... Será que vai parecer comigo ou com o pai? E a barriga vai crescendo... Exames, mais exames, enjôo, cansaço... sono, enxoval, quarto, chá de bebê... exames... Cansaço, inchaço, não consegue mais dormir, mas o sono não passa... E o tempo vai passando...

São nove meses... Curtos em alguns momentos, pois é uma fase em que sentimos tantas mudanças, onde o bebê é uma parte de nós, nada nos separa... Momento único. Longos  outras vezes, queria que nascesse logo, queremos ver como é, pegar no colo.. Sábios nove meses, onde Deus prepara duas pessoas: mãe e filho.

O parto não simboliza apenas o nascimento do filho, mas principalmente o nascimento da mãe. Naquele momento mágico, lindo, especial e único tudo aquilo que era importante e essencial na sua vida simplesmente deixa de ser...

Naquele momento do choro veio a vida uma nova mulher... Todas as dúvidas sumiram naquele momento... O “será” não existe mais. Eu sou! Sou capaz de brigar com o mundo, de largar tudo, de dar a minha vida nesse momento por essa criatura divina que acaba de nascer.

Vem a fase do encantamento, da bobeira total... Depois surgem as dificuldades, necessidade de amamentar, nem sempre dá certo... Tenta e tenta... Vem o choro, mas tá trocado, alimentado, por que chora? Meu Deus onde está o manual de instruções?
Noites de sono? O que é isso mesmo?... Por que chora? Eu fiz tudo certinho... Liga para o pediatra... Para a mãe... A mãe, aquela que até pouco tempo atrás não sabia de nada, agora é a mais sábia das criaturas.

O passeio de domingo que antes era apenas a roupa do corpo agora tem a bolsa de roupas, a das mamadeiras, o carrinho, o bebê conforto, o cobertor, as fraldas... Quantas fraldas!... Acabei de trocar e já está sujo novamente?

Ai que preguiça... Para carregar tudo isso é melhor ficar em casa mesmo... Dá menos trabalho e ainda não preciso ouvir de todo mundo que estou errada. Um diz que preciso dar somente o peito, outro que preciso dar outros alimentos senão a criança vai morrer de fome... Um reclama porque ainda não troquei, outro que já troquei mais de três vezes... Um tem o remédio certo para esse choro... Outro tem um chá ótimo, que sempre resolveu... Uns dizem que não posso ficar com meu filho no colo senão acostuma, outros que tenho que pegar, porque a criança sente o colo da mãe e se acalma... O que eu faço??? Quero gritar! Meu Deus, você deveria ter mandado o manual de instruções.

E o tempo vai passando... Agora tenho que fazer papinha, nunca cozinhei tanto legumes na minha vida... E a criança não come... Canto, danço, peço, brinco... Não come, não adianta! A vizinha disse que é porque coloquei pouco tempero, minha sogra diz que é porque coloquei muito... E agora? Jogo tudo fora? E a criança não come...

Acabou a licença maternidade, o que eu faço? Largo tudo e fico cuidando somente dessa criatura linda? Mas e as contas? Ele vai ter que estudar, fazer natação, inglês, ballet, judô, xadrez... Tudo isso custa caro... Mas deixar tão pequeno numa escola? O que fazer?

Vamos ao trabalho, com o trabalho vem também a culpa, o medo de não cuidarem bem do meu bebê, o coração apertado... E o sono? Há o sono... Aquele... Lembro, mas agora não dá, porque durante a noite ele acordou três vezes e as seis da manhã tenho que estar de pé para arrumar tudo e ir trabalhar...

Corre para lá, corre para cá... Chegamos em casa, olhamos para aquele anjo e ele diz: mamã! Pronto, ganhamos ânimo para mais um mês de luta! Lágrimas nos olhos, abraços apertados... Tudo valeu a pena!

E alguém olha de fora e diz: Como você consegue fazer tudo isso? E a única resposta que podemos dar é: sou mãe!

Tudo é possível, cada momento é único, queremos registrar tudo... E o tempo passou... Precisamos pensar na festa de um aninho! Meu Deus já passou um ano? O tempo passa muito rápido... e pensar que todo dia eu ouvia isso quando ele era bebê... Até irritava... E agora sou eu dizendo a mesma coisa...

Ser inteligente é saber que ser mãe não tem preço, não tem palavras, não tem modelos, não tem certo ou errado... Ser mãe é ser a cada dia o melhor que você puder para seu filho!



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Fases da Vida – Envelhecer

  Concluindo a série “Fases da Vida”, vamos tratar hoje sobre a última delas: o envelhecer.

              Envelhecer pode parecer uma coisa triste, solitária, o fim do ciclo da vida. Muitos relutam para não parecerem velhos. Atualmente existem diversos tratamentos para rejuvenescer. Muitas pessoas escondem a idade ou têm horror a ela.

             Mas fica a pergunta: O que é envelhecer? Quando tinha quinze anos achava velho alguém com trinta anos. Hoje na casa dos trinta me considero muito jovem e começando a vida...

          Outro dia ouvi um amigo dizer que um colega de cinquenta anos tinha falecido. Esse amigo, com a mesma idade, completou: “Quando eu tinha vinte anos achava que alguém de cinquenta podia morrer tranquilo, já era velho e tinha vivido tudo que podia, hoje penso como estava enganado”.

             Analisando esses dois momentos cheguei a uma conclusão: envelhecer é questão de ponto de vista. E alguém pode pensar: É ponto de vista ter cabelos brancos, aumento no número de doenças e diminuição da capacidade física? Respondo: sim.

         Nosso corpo envelhece dia a dia, disso não podemos fugir. Surgem remédios, melhoram as condições de vida, vive-se por mais tempo, mas a capacidade física irá diminuir com o passar dos anos. Mas isso não precisa nos tornar velhos.

          Segundo o dicionário Michaelis, envelhecer é Tornar velho; Tornar-se desusado ou inútil; Apagar-se.

       Não quero me tornar inútil ou me apagar. Adoro a frase de Vinícius de Moraes: “Que seja eterno enquanto dure”. Sejamos então eternos enquanto estivermos vivos!

     Prefiro encarar o envelhecimento como sendo a melhor fase da vida! Temos a experiência adquirida, aprendemos com nossos erros, com nossos acertos, com os erros e os acertos dos outros. Já fomos inocentes, imprudentes, inconsequentes, inseguros... Agora somos sábios!

         Podemos não conseguir correr como antes, mas sabemos que devagar se vai ao longe. Minha saudosa avó dizia: Quem corre cansa, quem anda alcança!

      Na maioria das vezes, temos tempo, experiência, situação financeira estável, porque não precisamos mais de tanto para sobreviver, para provar, para garantir...

      O que importa é chegar à velhice com o coração tranquilo, a mente sadia, os sonhos em dia. Viver bem todos os dias, seja na infância, na adolescência, na fase adulta, terminar cada dia com a sensação de missão cumprida!

       Como na letra de Epitáfio dos Titãs, não deixemos para pensar quando não estivermos mais aqui em como poderia ter sido...

“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
[...]Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...”

Então aproveitemos mais, amemos mais, choremos mais, arrisquemos mais e compliquemos menos. Sejamos felizes hoje, que é para isso que fomos criados.

Ser inteligente é entender que o tempo passa, as habilidades físicas diminuem a capacidade de raciocínio também, mas que aprendemos com a vida a cada momento e que as experiências acumuladas ao longo dos anos são o tesouro que teremos para oferecer para a humanidade na nossa velhice.

Não importa a fase da vida em que você se encontra agora. Faça dela a melhor de todas, pois dessa forma seremos eternos... Mesmo quando não durarmos mais!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Depressão, que doença é essa?

O suicídio cometido pelo ator Robbin Williams no dia 11 de agosto de 2014 trouxe muita incompreensão. Como pode uma pessoa tão bem sucedida acabar com a própria vida? E a resposta pode estar em uma única palavra: Depressão.

Longe de ser uma especialista no assunto, resolvi fazer um post trazendo as experiências que adquiri em muitos anos realizando trabalhos sociais, tendo convivido com  muitas pessoas em depressão ou lutando para não entrar em uma.

Segundo a ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos - a Depressão caracteriza-se por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, "para baixo". O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes, tédio e apatia sem fim. No mundo inteiro, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, e dentre todos os distúrbios psiquiátricos, ela ocupa o terceiro lugar em prevalência. 

Segundo o Dr. Drauzio Varella, “Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite”.

O caso do ator Robbin Williams chama a atenção para o assunto que é sério e precisa da atenção de toda a sociedade. Muitos passam a vida lutando para ter dinheiro e fama, pois esperam encontrar a felicidade através desses ideais. O que leva então um homem inteligente, famoso, rico e com uma carreira promissora pela frente a acabar com a própria vida?

A depressão faz com que todos os valores, objetivos, sonhos, conquistas, tudo perca o sentido, pois a pessoa perde a vontade de viver, independente do que se tenha conquistado.

Acredito que a depressão está diretamente relacionada com a desilusão e com a falta de perspectiva. Muitas vezes tudo que dá sentido para a vida de uma pessoa está concentrado em um único fim (amor, trabalho, estudo, filhos, etc.). Todo esforço é voltado para essa finalidade, o objetivo passa a ser aquele, a dedicação, a busca pelo resultado... Quando aquela tábua de salvação deixa de existir, a vida perde o sentido e a doença se instaura.

                Já acompanhei casos de pessoas que davam a vida pelo emprego, dedicação total. O horário era sempre estendido, o esforço redobrado. Amigos, relações sociais, tudo associado ao trabalho.  Num momento, por qualquer razão, perdeu o emprego. O que fazer agora se todo o sentido da vida estava no ato de ir trabalhar todas as manhãs?

                Outras que largaram tudo pelo nascimento de um filho e esse passou a ser seu único foco na vida, até que o filho cresceu e saiu do país... Outras ainda que amaram desesperadamente alguém e após anos de relacionamento o mesmo acabou.

                A questão é como encontrar uma razão para continuar vivendo depois que a única razão se foi? Muitos não conseguem entender esse sofrimento, como no caso do famoso ator que terminou com a própria vida, como se deprimir se tem tudo que eu não tenho?

                Talvez uma forma de entender a questão seja aceitar que somos pessoas diferentes, com sonhos e objetivos diferenciados. O que para você é muito importante pode não ter valor nenhum para o outro. A forma que encontrei para tentar entender essa doença foi pensando não com os meus valores em relação a perda do outro, mas imaginando que a perda fosse uma das coisas muito importantes para mim.

                Acredito que todos nós, estamos propensos a essa doença e a melhor forma de preveni-la é encontrando várias razões para viver, mas lembrando-se sempre que temos que amar a nós mesmos antes de qualquer outra coisa.

                O site hypersience (http://hypescience.com/cura-depressao-curar-depressao/) trás cinco dicas para auxiliar no processo de cura da depressão, mas o objetivo de todas elas é encontrar propósito para continuar a caminhada.

                Vamos comparar nossos sonhos com uma grande fortuna acumulada ao longo de anos. Com essa grande quantia de dinheiro em mãos queremos atingir o objetivo de fazê-la multiplicar. Vamos ao mercado financeiro e descobrimos que uma empresa está em alta na bolsa e que as chances de crescimento são imensas, pensamos logo: vou colocar todo meu dinheiro nessas ações, assim farei meu dinheiro render muito. Dias depois, por alguma razão inesperada a empresa quebra. Para onde foi nosso rico dinheirinho? Acabou!

 Será que é fácil começar novamente do zero? Juntar novamente cada centavo perdido que levamos anos de trabalho para serem economizados? A situação é a mesma... São anos de sonhos, dedicação, espera para um resultado e num piscar de olhos tudo muda, infelizmente não é possível reprogramar o cérebro na mesma velocidade.

                Ser inteligente é saber que a depressão é uma doença e assim deve ser tratada. Como todas as doenças existem diversos recursos para a melhora ou a cura, mas o recurso mais importante esta dentro de nós é a vontade de querer melhorar e seguir um novo rumo. Não coloquemos nossa felicidade nas mãos do outro porque ela só depende de nós.

                

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Fases da vida - Adultecer


Depois dos mimos familiares da infância e das aventuras com os amigos na adolescência é chegada a hora de assumir as rédeas da própria vida, crescer e se tornar adulto.

                A evolução dos tempos tornou a fase adulta cheia de escolhas, o que tem seu lado bom, de poder experimentar muitas opções antes da escolha final, mas por outro lado, isso leva tempo, traz resultados nem sempre esperados e, muitas vezes, retarda o processo de amadurecimento.

                Com tantas opções, as decisões são cada vez mais adiadas, criou-se até uma nova palavra para definir esse adulto que não quer largar a adolescência apesar da idade: Adultecer.

                Adultecer é estar na idade adulta, mas manter-se com os hábitos dos adolescentes.

                Antes de decidir o caminho a seguir, experimenta-se. Experimentam-se várias profissões, empregos, namoradas, namorados, faculdades, opções sexuais... E quando as experiências não dão certo, volta-se para o porto seguro, a casa dos pais.

                Hoje se abandona a casa dos pais cada vez mais tarde. Alguns ficam lá até conseguirem construir uma vida como imaginaram ter, alcançar todos os bens materiais e concluir os estudos, encontrar e firmar-se na profissão, casar com pompa e circunstância e iniciar uma nova vida nos mesmos padrões adotados até então. Tudo isso leva tempo.

                Outros vão ficando por não terem encontrado um rumo ainda. Faz uma faculdade, não gosta, faz outra. Encontra o emprego dos sonhos, até acordar num pesadelo e trocam. Ficam com um parceiro ou parceira para ver se dá certo, mas enchem-se e trocam rapidamente, o tempo vai passando e a vida não toma um rumo.

                Nos dois casos os pais são o porto seguro. Segundo Içami Tiba no livro “Quem Ama Educa”, o lugar mais seguro para um navio ficar é no porto, mas essa não é a finalidade para a qual foi construído. Para um navio bem construído, o mundo é pequeno.

                Nesse novo modelo de sociedade, os pais (portos) torcem para que seus filhos (navios) não saiam de perto deles e acabam apoiando o fato deles ficarem ancorados. Esse apoio adia cada vez mais a decisão de navegar.

                Acredito que o aprendizado só vem com a ação. Ler, ouvir são meios de orientação, mas experiência só se adquire experimentando. Ser adulto, no meu ponto de vista, é assumir suas responsabilidades, é decidir seu presente e construir seu futuro através das escolhas realizadas e quanto antes assumirmos esse papel melhor.

                Quanto mais adiamos essa fase, mais tempo levamos para aprender com ela. Ninguém vai acertar sempre, vamos errar e aprender com nossos erros seja aos 20 ou aos 40 anos.

                É muito bom ter porto seguro, independente da idade, mas não dá para viver a nossa vida dependendo da vida dos nossos pais. Filhos são para o mundo assim como navios são para o mar.

                Ser adulto, por outro lado, não é se tornar uma pessoa séria, dura, rígida e cheia de problemas. Podemos adultecer no bom sentido. Fazermos nossas escolhas, aprendermos com elas, amadurecermos, mas manter no rosto o sorriso infantil, os sonhos e a alegria do adolescente. É preciso separar as coisas.

                Podemos ter um emprego, uma casa, uma família, contas para pagar, mas sermos alegres, joviais, mantermos a forma, continuar sonhando. Acredito que o medo de ser adulto está associado à perda desses valores.

                Ser inteligente é entender que ser adulto é amadurecer seus sentimentos, assumir as consequências de suas escolhas, lutar pelos seus objetivos, mas também sorrir para a vida e para as pessoas, largar tudo de vez em quando para cuidar de você e dos que você ama, sonhar e viver esse sonho todas as manhãs. A vida não precisa ficar cinza porque nós amadurecemos!


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Fases da vida – A Adolescência


                Continuando com o tema Fases da Vida, vamos abordar a adolescência e as alterações vividas por essa fase.

                A adolescência é o período de transição entre a infância e a fase adulta. A idade depende do ponto de vista. Há teses diferentes, leis e países, cada um abrangendo uma faixa etária, mas normalmente vai entre os 12 e os 21 anos.

                A adolescência é caracterizada desde sempre por ser uma fase de descobertas, rebeldia, lutas (com ou sem causa), busca de uma identidade pessoal, deixando para trás as ideias dos pais e adquirindo suas próprias.

                Depois de uma infância cercada de cuidados dos pais, muita proteção, excesso de mimos e vivendo muitas vezes em realidades virtuais trazidas pela tecnologia, os filhos crescem e surge a necessidade da busca pela liberdade.

                As dificuldades começam a surgir nesse momento. Como lidar com o trabalho, namoro, amigos diferentes? Em que “tribo” se enquadrar?

                Nesse momento, acredito que o investimento feito na infância virá à tona. O filho super protegido, que não aprendeu a ouvir não, que tinha os pais na palma da mão pelo sentimento de culpa por terem trabalhado muito tempo, ou que receberam tudo que os pais não tiveram e agora tinham condições de oferecer, podem ter maior dificuldade de adaptação ao mundo real.

Fora do mundo virtual, temos que ser fortes, defender nossos pontos de vistas baseados em fatos, lutar pelos nossos projetos por serem melhores, conquistar nosso espaço e o respeito dos outros pelo que somos e representamos.

Podemos seguir a profissão que os pais escolheram porque teremos meios de conseguir um emprego por indicação, mas se não formos eficientes para nos mantermos nele, a empresa nos trocará por outro capaz de fazer de forma melhor nosso trabalho. Bens materiais podem trazer muitas namoradas ou namorados, mas alguém que nos ame, que esteja disposto a dividir a vida, precisa mais que isso. Podemos herdar muito dinheiro, que nossos pais lutaram para conseguir, mas se não soubermos administrá-lo ele acabará.

Hoje vejo muitos adolescentes tentando se encontrar, mas sem estrutura para saber onde procurar. Se o emprego exigir mais do que está acostumado, pede as contas, pois os pais apoiarão e continuarão a sustentá-lo. O namorado ou a namorada desistiu do relacionamento, entram em depressão. Conhecidos viram amigos de infância e suas idéias tornam-se verdades absolutas.

Sinto falta de adolescentes conscientes, decididos, com ponto de vista, que saibam lidar com as adversidades da vida e lutarem por seus objetivos. Eles querem sua liberdade, desde que para isso não percam o conforto, o colo. Ao invés do respeito pelos pais e por tudo que fizeram, acham que foi pouco, que falta alguma coisa, que os pais têm obrigação de dar cada vez mais.

Os pais sentem-se culpados pela infelicidade dos filhos e continuam dando, sem limites e não percebem que os filhos não são mais crianças e precisam seguir seus próprios caminhos.

Ser inteligente é entender que a adolescência é uma fase de dificuldades, descobertas, rebeldia, mas que é nesse momento que crescemos e aprendemos a lidar com as adversidades, construindo nossas vidas através das nossas escolhas. Cabe aos pais e a sociedade mostrar que as escolhas tem consequências, e que sejam essas consequências boas ou más temos que arcar com elas.
                 
               

                 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Fases da vida – A Infância


                As mudanças ocorridas no modo de vida da nossa sociedade nos últimos anos influenciaram diretamente no comportamento das pessoas nas diversas fases da vida. Analisando essas mudanças, resolvi fazer uma série sobre os novos comportamentos adotados em cada uma dessas fases.

                Em minha opinião, a infância é a melhor fase da vida. As crianças são inocentes, acreditam em contos de fadas e heróis. Sonham e aprendem constantemente. É nessa fase que devem ser estabelecidos os valores que serão aplicados por toda a vida.

                As mudanças ocorridas na sociedade nas últimas décadas alteraram também o comportamento infantil. Entendo que duas mudanças foram essenciais nesse processo, o avanço da tecnologia e o espaço conquistado pelas mulheres no mercado de trabalho.

                Os filhos pequenos, antes eram criados e educados pelas mães, que se dedicavam exclusivamente ao cuidado da família. Em alguns casos as avós faziam esse trabalho, quando as mães precisavam se ausentar.

                Com as mulheres ocupando cada vez mais o mercado de trabalho, a grande maioria das mães não tem mais do que o período de licença maternidade para ficar com os filhos, e muitas avós ainda estão integradas nesse mercado, seja por necessidade financeira ou mesmo por se considerarem jovens para aposentadoria. A figura da vózinha fazendo tricô na cadeira de balanço fica cada vez mais distante.
                Sendo assim, as crianças que precisam de acompanhamento e cuidados, são enviadas para uma escola com meses, ou poucos anos de vida, recebendo dessa forma uma influência externa, fora do ambiente familiar.

                Na escola, além de seguir a orientação da mesma, as crianças recebem influência de  professores e colegas, cada um com uma bagagem e experiência de vida, trazendo informações constantes para os pequeninos.

                A tecnologia tornou-se outra fonte de informação cada vez mais acessível. Pais, professores, familiares, colegas, todos tem celulares, tabletes, computador e para as crianças o uso desses equipamentos começa cada vez mais cedo, sem medos, fazem descobertas a cada dia. Elas ligam o computador, acessam a Internet, fazem pesquisas e jogam como se estivessem brincando de pega-pega.

Muitos adultos ficam assustados com uma criança de 5 ou 6 anos que sabe usar o computador melhor do que eles, ou que conversam com desenvoltura e seguem uma linha de raciocínio, argumentando e expondo seus pontos de vista.

          O resultado de tanta informação e estímulos constantes são crianças muito espertas, questionadoras. Elas não aceitam mais o não ou o sim sem explicações. Querem mais, fazem mais, ganham mais, pedem mais.

        Alguns pais têm dificuldade para lidar com os filhos, porque eles não aceitam as respostas de prateleira. É preciso aprender com eles para não podá-los, ajudá-los a se tornarem cidadãos do seu tempo, em busca de objetivos e preparados para a vida.

            É nosso dever ensinar para essas crianças a lidar com tantas informações e filtrá-las baseadas nos valores recebidos. Respeito pelos mais velhos, pois mesmo que eles não saibam acessar a Internet, têm outros conhecimentos preciosos, adquiridos com a vida. É preciso ter humildade para aprender um com o outro e saber que a “genialidade” infantil é fruto da evolução dos tempos.

Ser inteligente é saber que podemos aprender sempre, seja com os mais velhos ou com as crianças, mas o respeito às diferenças e aos limites de cada um devem prevalecer sempre.
                 
               

                 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Problemas Parte II – Estabelecendo estratégias para solucioná-los

Continuando com o tema “Problemas”, vamos tentar apresentar uma forma científica, utilizada na matemática, para a solução de problemas propostos, e mostrar que podemos utilizá-la nos problemas do nosso dia a dia.

O dicionário Aurélio nos apresenta outra definição para problema: Matemática - Questão a ser resolvida por um processo científico: problema de geometria.

Segundo George Pólya, matemático e pesquisador, para se resolver um problema são necessárias quatro etapas:
  • Compreensão do problema (levantamento dos dados necessários, averiguação e esquematização da situação proposta);
  • Construção de uma estratégia de resolução (realização de conexões entre os dados que temos e o que é solicitado, pensando em situações similares para auxiliar na estratégia de resolução);
  • Execução de uma estratégia escolhida (colocar em prática as decisões tomadas anteriormente);
  • Revisão da solução (verificação dos procedimentos utilizados, procurando simplificá-los; reflexão sobre o processo utilizado, buscando a essência do problema, adquirindo aprendizado para outros problemas similares).

Mas onde está a relação entre problemas matemáticos e os problemas do nosso cotidiano? Voltando a definição de que problema é tudo que é difícil de resolver, não importa sua origem, ou sua causa, importante é estabelecer uma forma e trabalhar na sua solução.

Se tenho um problema financeiro, por exemplo, posso aplicar para sua resolução as estratégias estabelecidas acima: compreendo o problema (levanto quais são as minhas dívidas, como elas foram adquiridas, qual o valor devido e para quem); construo uma estratégia para resolvê-lo (pedir um empréstimo, verificar taxas nos bancos, arrumar outro emprego, levantar meu faturamento mensal, estabelecer um prazo para o pagamento); executo a estratégia que escolhi (por exemplo, peço um empréstimo para o banco com a menor taxa de juros); reviso a solução escolhida (verifico se a escolha é a melhor das que eu tinha, aprendo com o que ocorreu e procuro me manter em dia com as contas).

Podemos utilizar esse método para qualquer outro tipo de problema, pois a partir do momento que dominamos o problema, que tivemos coragem de olhá-lo de frente, passamos a ter condições para elaborar uma estratégia de solução.

Importante lembrar que cada problema pode ter várias estratégias para solução, que não existe uma fórmula única, a estratégia a ser escolhida vai depender do momento que estamos vivendo e das experiências adquiridas anteriormente. O mesmo problema em outra fase das nossas vidas, pode ser solucionado de forma completamente diferente.


Ser inteligente é aprender que os problemas fazem parte da vida, e que há diversas formas para serem solucionados. Temos que escolher a melhor estratégia de acordo com as nossas vivências, e colocá-la em prática. Manter o foco é essencial para que o resultado seja atingido e o aprendizado adquirido.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Problemas Parte I - Dominar ou ser dominado?


Segundo o dicionário Aurélio, problema é tudo que é difícil de explicar, resolver, tratar, lidar, etc.

Quando estamos passando por um problema, muitas vezes somos incapazes de enxergar ao redor e nos transformamos em vítimas da situação. Deixamo-nos abater, nossas forças mínguam, nosso ânimo se esvai e perdemos a esperança e a fé que tudo possa melhorar.

Acredito que os problemas são fonte incessante de aprendizado. As dificuldades são colocadas em nosso caminho para aprendermos com elas e crescermos. Nunca são maiores do que podemos suportar.

Quando assumimos que os problemas são maiores que nós, estamos sendo dominados e ser dominado significa perder o controle, se deixar levar, perder o rumo.

Dominar um problema ou uma situação é ter coragem para olhá-lo de frente, assumir que você pode ser responsável, procurar uma solução, lutar. Quem luta tem a chance de ganhar, quem desiste já perdeu.

Vou usar um exemplo prático – andar de bicicleta. Andar de bicicleta é um processo lento, necessário equilíbrio e coragem. Há uma grande chance de cair e é necessário coragem para levantar e continuar tentando... Quem não se arrisca a cair, ou quem após a queda desiste de tentar, não anda de bicicleta.

Os problemas são como andar de bicicleta, ou se tem equilíbrio e coragem para cair, levantar e continuar tentando, ou se perde a chance de ter a liberdade de controlar o rumo, perde-se o prazer de sentir o vento no rosto, correr, andar vagarosamente apreciando a paisagem, fazer uma manobra nova.

Uma vez li que o equilíbrio para andar de bicicleta está na cabeça, e que para ensinar uma criança a andar é necessário segurar na sua cabeça, achei fantástico! O equilíbrio está na cabeça, mas não apenas para andar de bicicleta, para tudo na vida.

Ser inteligente é enfrentar um problema de frente, dominá-lo e saber que, independente do resultado, a vitória é o prazer em aprender e força adquirida na luta.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sonhar é fácil, torná-lo realidade exige esforço e dedicação!


Nesse momento de copa, todos sonhavam com o Hexa campeonato brasileiro. Momento perfeito para o título, time jogando em casa, com todo o apoio da torcida.

A cada jogo uma emoção. Comentários sobre futebol são normais na terra que se autodenomina ‘País do Futebol”, há milhões de técnicos, jogadores, árbitros e comentaristas.

A seleção foi caminhando e o sonho parecia mais próximo até que no fatídico 08 de julho  uma derrota da Seleção Brasileira por 7X1 para a Alemanha na semifinal da Copa fez com que o povo acordasse... e o sonho virou um pesadelo.

Como em todas as derrotas da vida, cada um tem sua forma de reagir. Alguns aprenderam a superar as adversidades e conseguem levantar e seguir em frente... outros se revoltam com a situação e agridem de diversas formas os envolvidos.

Sonhar é fácil, todos temos nossos sonhos, difícil é aprender que sonho não se transforma em realidade sozinho, precisa de dedicação, organização, tempo e muito preparo.

Pegando o exemplo da seleção, e sua derrota para a Alemanha, vamos comparar os dois sonhos (brasileiro e alemão).

Temos de um lado a seleção da Alemanha, com um técnico que atua na seleção desde 2004. São dez anos de história, sendo oito deles como treinador. No currículo estão três copas do mundo, sendo que a primeira foi realizada na própria Alemanha, onde perderam na semifinal para a Itália, que veio a ser campeã.

Dos vinte e três jogadores convocados, quatro fazem parte da seleção alemã desde 2004, Miroslav Klose, que superou Ronaldo em gols, está na seleção desde 2001. Outros oito jogadores estão na equipe principal há mais de quatro anos, ou seja, 57% da seleção atuam juntos desde a copa de 2010.

Outro fato a ser considerado é que 70% dos jogadores convocados atuam na Alemanha e apenas 30% em outros países.

Se olharmos para o Brasil, encontramos uma realidade bem diferente. O técnico atuou em 2001 e foi pentacampeão em 2002, depois saiu da Seleção e voltou no final de 2012 para preparar o time que disputaria o Hexa.

Nosso goleiro atua na seleção desde 2004, mas a maioria dos convocados estão na equipe principal  há aproximadamente três anos. Algumas exceções, que já haviam sido escaladas anteriormente, não tiveram um trabalho contínuo.

Dos vinte e três convocados, apenas 17% joga no futebol nacional.

O imediatismo é característico do futebol brasileiro e dos brasileiros de modo geral.

Para o sonho se tornar realidade é preciso trabalho, planejamento, tempo e dedicação, altos e baixos. No caso de uma equipe é preciso continuidade, envolvimento, cumplicidade.

Não deixemos de acreditar no sonho, espero que fique o aprendizado, que não é apenas para a seleção, mas para todos nós que sonhamos.

Que o trabalho sério continue e que antes de julgar tomemos a lição para nós mesmos, pois ser inteligente é ter a capacidade de aprender com os próprios erros e com os dos outros também.

Que os sonhos continuem, pois com trabalho e esforço todos poderão se tornar realidade.