terça-feira, 21 de outubro de 2014

Eleições – Estamos fazendo a nossa parte?

Nesse período eleitoral, a televisão, as rádios, a internet e as redes sociais estão direcionadas para as campanhas políticas. Assistimos a todo tipo de manifestação: críticas, brigas eleitorais, divulgação de programa de governo.

Encontramos constantemente eleitores indignados, engajados, decepcionados, indecisos até o último minuto. Alguns com medo de mudar, outros com medo de continuar...

Discute-se muito a política, em todos os âmbitos, há especialistas na padaria, no mercado, no Facebook, nos jornais e televisão, todos têm sua opinião.

É um momento decisivo, onde vamos eleger aqueles que nos representarão nos cargos públicos pelos próximos anos. Os eleitos decidirão sobre os rumos da economia, da saúde, da educação, e de diversas áreas que afetarão diretamente nossas vidas.

O que muitos, no calor dos seus sentimentos, não pensam é que, independente de partido ou de resultado, as eleições são uma vitória e uma conquista do povo brasileiro.

Houve um tempo em que para votar era necessário ser homem, católico, casado e com pureza de sangue; houve tempo em que para votar era preciso ter renda mínima; houve um tempo em que para votar era preciso ser branco; houve um tempo em que o voto não era secreto; houve um tempo em que as eleições eram indiretas...

Como tudo na vida, votar se aprende na prática, abrindo o direito a discussão, a troca de ideias e de ideais. Por menos que se conheça um candidato, algo faz com que o escolhamos para nos representar, nem que seja a propaganda certa no lugar certo.

Concordar ou discordar faz parte do processo evolutivo, do aprendizado. Expor suas idéias e estar aberto a ouvir as idéias dos outros fortalece o sistema e possibilita a troca de experiências e visões.

Importante é participar de alguma forma, tornar o voto cada vez mais consciente. Cobrar os resultados, cobrar o cumprimento das promessas, acompanhar as decisões tomadas depois de eleito.

 Mas para isso é preciso saber em quem votamos e o que foi prometido pelo candidato escolhido. Acredito que esses são os primeiros passos para a melhoria do sistema.

Muitas pessoas votam por votar, depois nem se lembram quem elegeram para dirigir o país em que vive. Essa certamente não é a melhor forma de exercer a cidadania.

Quando se contrata um funcionário não se analisa primeiramente o currículo do candidato? Para receber nosso salário não temos que cumprir com nossas obrigações?

Quando contratamos um serviço não monitoramos para averiguar se ele está sendo executado da forma estabelecida? Não reclamamos, procuramos órgãos competentes para exigir nossos direitos?

Os políticos são pessoas que escolhemos para nos representar, se eles não exercem bem suas funções temos que reclamar, exigir nossos direitos. É ao povo que eles devem prestar contas, pois somos nós que pagamos seus salários com nosso trabalho.

Acredito que já demos grandes passos, mas estamos ainda no início da nossa caminhada.


Ser inteligente é saber que os políticos não estão acima do bem e do mal, são apenas pessoas que nós escolhemos para nos representar e que, assim como qualquer outra escolha que façamos, temos o direito de cobrar, de mudar e de buscar o melhor para nós e para nosso país.

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