Nesse período
eleitoral, a televisão, as rádios, a internet e as redes sociais estão
direcionadas para as campanhas políticas. Assistimos a todo tipo de
manifestação: críticas, brigas eleitorais, divulgação de programa de governo.
Encontramos constantemente
eleitores indignados, engajados, decepcionados, indecisos até o último minuto.
Alguns com medo de mudar, outros com medo de continuar...
Discute-se
muito a política, em todos os âmbitos, há especialistas na padaria, no mercado,
no Facebook, nos jornais e televisão, todos têm sua opinião.
É um momento
decisivo, onde vamos eleger aqueles que nos representarão nos cargos públicos pelos
próximos anos. Os eleitos decidirão sobre os rumos da economia, da saúde, da
educação, e de diversas áreas que afetarão diretamente nossas vidas.
O que muitos,
no calor dos seus sentimentos, não pensam é que, independente de partido ou de
resultado, as eleições são uma vitória e uma conquista do povo brasileiro.
Houve um tempo
em que para votar era necessário ser homem, católico, casado e com pureza de sangue;
houve tempo em que para votar era preciso ter renda mínima; houve um tempo em
que para votar era preciso ser branco; houve um tempo em que o voto não era
secreto; houve um tempo em que as eleições eram indiretas...
Como tudo na
vida, votar se aprende na prática, abrindo o direito a discussão, a troca de
ideias e de ideais. Por menos que se conheça um candidato, algo faz com que o
escolhamos para nos representar, nem que seja a propaganda certa no lugar
certo.
Concordar ou
discordar faz parte do processo evolutivo, do aprendizado. Expor suas idéias e
estar aberto a ouvir as idéias dos outros fortalece o sistema e possibilita a
troca de experiências e visões.
Importante é
participar de alguma forma, tornar o voto cada vez mais consciente. Cobrar os
resultados, cobrar o cumprimento das promessas, acompanhar as decisões tomadas
depois de eleito.
Mas para isso é preciso saber em quem votamos
e o que foi prometido pelo candidato escolhido. Acredito que esses são os
primeiros passos para a melhoria do sistema.
Muitas pessoas
votam por votar, depois nem se lembram quem elegeram para dirigir o país em que
vive. Essa certamente não é a melhor forma de exercer a cidadania.
Quando se
contrata um funcionário não se analisa primeiramente o currículo do candidato? Para
receber nosso salário não temos que cumprir com nossas obrigações?
Quando
contratamos um serviço não monitoramos para averiguar se ele está sendo
executado da forma estabelecida? Não reclamamos, procuramos órgãos competentes
para exigir nossos direitos?
Os políticos
são pessoas que escolhemos para nos representar, se eles não exercem bem suas
funções temos que reclamar, exigir nossos direitos. É ao povo que eles devem
prestar contas, pois somos nós que pagamos seus salários com nosso trabalho.
Acredito que
já demos grandes passos, mas estamos ainda no início da nossa caminhada.
Ser
inteligente é saber que os políticos não estão acima do bem e do mal, são
apenas pessoas que nós escolhemos para nos representar e que, assim como
qualquer outra escolha que façamos, temos o direito de cobrar, de mudar e de
buscar o melhor para nós e para nosso país.