terça-feira, 29 de julho de 2014

Fases da vida – A Infância


                As mudanças ocorridas no modo de vida da nossa sociedade nos últimos anos influenciaram diretamente no comportamento das pessoas nas diversas fases da vida. Analisando essas mudanças, resolvi fazer uma série sobre os novos comportamentos adotados em cada uma dessas fases.

                Em minha opinião, a infância é a melhor fase da vida. As crianças são inocentes, acreditam em contos de fadas e heróis. Sonham e aprendem constantemente. É nessa fase que devem ser estabelecidos os valores que serão aplicados por toda a vida.

                As mudanças ocorridas na sociedade nas últimas décadas alteraram também o comportamento infantil. Entendo que duas mudanças foram essenciais nesse processo, o avanço da tecnologia e o espaço conquistado pelas mulheres no mercado de trabalho.

                Os filhos pequenos, antes eram criados e educados pelas mães, que se dedicavam exclusivamente ao cuidado da família. Em alguns casos as avós faziam esse trabalho, quando as mães precisavam se ausentar.

                Com as mulheres ocupando cada vez mais o mercado de trabalho, a grande maioria das mães não tem mais do que o período de licença maternidade para ficar com os filhos, e muitas avós ainda estão integradas nesse mercado, seja por necessidade financeira ou mesmo por se considerarem jovens para aposentadoria. A figura da vózinha fazendo tricô na cadeira de balanço fica cada vez mais distante.
                Sendo assim, as crianças que precisam de acompanhamento e cuidados, são enviadas para uma escola com meses, ou poucos anos de vida, recebendo dessa forma uma influência externa, fora do ambiente familiar.

                Na escola, além de seguir a orientação da mesma, as crianças recebem influência de  professores e colegas, cada um com uma bagagem e experiência de vida, trazendo informações constantes para os pequeninos.

                A tecnologia tornou-se outra fonte de informação cada vez mais acessível. Pais, professores, familiares, colegas, todos tem celulares, tabletes, computador e para as crianças o uso desses equipamentos começa cada vez mais cedo, sem medos, fazem descobertas a cada dia. Elas ligam o computador, acessam a Internet, fazem pesquisas e jogam como se estivessem brincando de pega-pega.

Muitos adultos ficam assustados com uma criança de 5 ou 6 anos que sabe usar o computador melhor do que eles, ou que conversam com desenvoltura e seguem uma linha de raciocínio, argumentando e expondo seus pontos de vista.

          O resultado de tanta informação e estímulos constantes são crianças muito espertas, questionadoras. Elas não aceitam mais o não ou o sim sem explicações. Querem mais, fazem mais, ganham mais, pedem mais.

        Alguns pais têm dificuldade para lidar com os filhos, porque eles não aceitam as respostas de prateleira. É preciso aprender com eles para não podá-los, ajudá-los a se tornarem cidadãos do seu tempo, em busca de objetivos e preparados para a vida.

            É nosso dever ensinar para essas crianças a lidar com tantas informações e filtrá-las baseadas nos valores recebidos. Respeito pelos mais velhos, pois mesmo que eles não saibam acessar a Internet, têm outros conhecimentos preciosos, adquiridos com a vida. É preciso ter humildade para aprender um com o outro e saber que a “genialidade” infantil é fruto da evolução dos tempos.

Ser inteligente é saber que podemos aprender sempre, seja com os mais velhos ou com as crianças, mas o respeito às diferenças e aos limites de cada um devem prevalecer sempre.
                 
               

                 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Problemas Parte II – Estabelecendo estratégias para solucioná-los

Continuando com o tema “Problemas”, vamos tentar apresentar uma forma científica, utilizada na matemática, para a solução de problemas propostos, e mostrar que podemos utilizá-la nos problemas do nosso dia a dia.

O dicionário Aurélio nos apresenta outra definição para problema: Matemática - Questão a ser resolvida por um processo científico: problema de geometria.

Segundo George Pólya, matemático e pesquisador, para se resolver um problema são necessárias quatro etapas:
  • Compreensão do problema (levantamento dos dados necessários, averiguação e esquematização da situação proposta);
  • Construção de uma estratégia de resolução (realização de conexões entre os dados que temos e o que é solicitado, pensando em situações similares para auxiliar na estratégia de resolução);
  • Execução de uma estratégia escolhida (colocar em prática as decisões tomadas anteriormente);
  • Revisão da solução (verificação dos procedimentos utilizados, procurando simplificá-los; reflexão sobre o processo utilizado, buscando a essência do problema, adquirindo aprendizado para outros problemas similares).

Mas onde está a relação entre problemas matemáticos e os problemas do nosso cotidiano? Voltando a definição de que problema é tudo que é difícil de resolver, não importa sua origem, ou sua causa, importante é estabelecer uma forma e trabalhar na sua solução.

Se tenho um problema financeiro, por exemplo, posso aplicar para sua resolução as estratégias estabelecidas acima: compreendo o problema (levanto quais são as minhas dívidas, como elas foram adquiridas, qual o valor devido e para quem); construo uma estratégia para resolvê-lo (pedir um empréstimo, verificar taxas nos bancos, arrumar outro emprego, levantar meu faturamento mensal, estabelecer um prazo para o pagamento); executo a estratégia que escolhi (por exemplo, peço um empréstimo para o banco com a menor taxa de juros); reviso a solução escolhida (verifico se a escolha é a melhor das que eu tinha, aprendo com o que ocorreu e procuro me manter em dia com as contas).

Podemos utilizar esse método para qualquer outro tipo de problema, pois a partir do momento que dominamos o problema, que tivemos coragem de olhá-lo de frente, passamos a ter condições para elaborar uma estratégia de solução.

Importante lembrar que cada problema pode ter várias estratégias para solução, que não existe uma fórmula única, a estratégia a ser escolhida vai depender do momento que estamos vivendo e das experiências adquiridas anteriormente. O mesmo problema em outra fase das nossas vidas, pode ser solucionado de forma completamente diferente.


Ser inteligente é aprender que os problemas fazem parte da vida, e que há diversas formas para serem solucionados. Temos que escolher a melhor estratégia de acordo com as nossas vivências, e colocá-la em prática. Manter o foco é essencial para que o resultado seja atingido e o aprendizado adquirido.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Problemas Parte I - Dominar ou ser dominado?


Segundo o dicionário Aurélio, problema é tudo que é difícil de explicar, resolver, tratar, lidar, etc.

Quando estamos passando por um problema, muitas vezes somos incapazes de enxergar ao redor e nos transformamos em vítimas da situação. Deixamo-nos abater, nossas forças mínguam, nosso ânimo se esvai e perdemos a esperança e a fé que tudo possa melhorar.

Acredito que os problemas são fonte incessante de aprendizado. As dificuldades são colocadas em nosso caminho para aprendermos com elas e crescermos. Nunca são maiores do que podemos suportar.

Quando assumimos que os problemas são maiores que nós, estamos sendo dominados e ser dominado significa perder o controle, se deixar levar, perder o rumo.

Dominar um problema ou uma situação é ter coragem para olhá-lo de frente, assumir que você pode ser responsável, procurar uma solução, lutar. Quem luta tem a chance de ganhar, quem desiste já perdeu.

Vou usar um exemplo prático – andar de bicicleta. Andar de bicicleta é um processo lento, necessário equilíbrio e coragem. Há uma grande chance de cair e é necessário coragem para levantar e continuar tentando... Quem não se arrisca a cair, ou quem após a queda desiste de tentar, não anda de bicicleta.

Os problemas são como andar de bicicleta, ou se tem equilíbrio e coragem para cair, levantar e continuar tentando, ou se perde a chance de ter a liberdade de controlar o rumo, perde-se o prazer de sentir o vento no rosto, correr, andar vagarosamente apreciando a paisagem, fazer uma manobra nova.

Uma vez li que o equilíbrio para andar de bicicleta está na cabeça, e que para ensinar uma criança a andar é necessário segurar na sua cabeça, achei fantástico! O equilíbrio está na cabeça, mas não apenas para andar de bicicleta, para tudo na vida.

Ser inteligente é enfrentar um problema de frente, dominá-lo e saber que, independente do resultado, a vitória é o prazer em aprender e força adquirida na luta.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sonhar é fácil, torná-lo realidade exige esforço e dedicação!


Nesse momento de copa, todos sonhavam com o Hexa campeonato brasileiro. Momento perfeito para o título, time jogando em casa, com todo o apoio da torcida.

A cada jogo uma emoção. Comentários sobre futebol são normais na terra que se autodenomina ‘País do Futebol”, há milhões de técnicos, jogadores, árbitros e comentaristas.

A seleção foi caminhando e o sonho parecia mais próximo até que no fatídico 08 de julho  uma derrota da Seleção Brasileira por 7X1 para a Alemanha na semifinal da Copa fez com que o povo acordasse... e o sonho virou um pesadelo.

Como em todas as derrotas da vida, cada um tem sua forma de reagir. Alguns aprenderam a superar as adversidades e conseguem levantar e seguir em frente... outros se revoltam com a situação e agridem de diversas formas os envolvidos.

Sonhar é fácil, todos temos nossos sonhos, difícil é aprender que sonho não se transforma em realidade sozinho, precisa de dedicação, organização, tempo e muito preparo.

Pegando o exemplo da seleção, e sua derrota para a Alemanha, vamos comparar os dois sonhos (brasileiro e alemão).

Temos de um lado a seleção da Alemanha, com um técnico que atua na seleção desde 2004. São dez anos de história, sendo oito deles como treinador. No currículo estão três copas do mundo, sendo que a primeira foi realizada na própria Alemanha, onde perderam na semifinal para a Itália, que veio a ser campeã.

Dos vinte e três jogadores convocados, quatro fazem parte da seleção alemã desde 2004, Miroslav Klose, que superou Ronaldo em gols, está na seleção desde 2001. Outros oito jogadores estão na equipe principal há mais de quatro anos, ou seja, 57% da seleção atuam juntos desde a copa de 2010.

Outro fato a ser considerado é que 70% dos jogadores convocados atuam na Alemanha e apenas 30% em outros países.

Se olharmos para o Brasil, encontramos uma realidade bem diferente. O técnico atuou em 2001 e foi pentacampeão em 2002, depois saiu da Seleção e voltou no final de 2012 para preparar o time que disputaria o Hexa.

Nosso goleiro atua na seleção desde 2004, mas a maioria dos convocados estão na equipe principal  há aproximadamente três anos. Algumas exceções, que já haviam sido escaladas anteriormente, não tiveram um trabalho contínuo.

Dos vinte e três convocados, apenas 17% joga no futebol nacional.

O imediatismo é característico do futebol brasileiro e dos brasileiros de modo geral.

Para o sonho se tornar realidade é preciso trabalho, planejamento, tempo e dedicação, altos e baixos. No caso de uma equipe é preciso continuidade, envolvimento, cumplicidade.

Não deixemos de acreditar no sonho, espero que fique o aprendizado, que não é apenas para a seleção, mas para todos nós que sonhamos.

Que o trabalho sério continue e que antes de julgar tomemos a lição para nós mesmos, pois ser inteligente é ter a capacidade de aprender com os próprios erros e com os dos outros também.

Que os sonhos continuem, pois com trabalho e esforço todos poderão se tornar realidade.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ideias que surgem...


Sempre fui uma pessoa focada. Gosto de estudar, aprender, interagir...

Quando faço um curso, leio um artigo ou vivo algum momento na vida que, de alguma forma, me modificou, melhorou, ideias surgem... Penso em como divulgar, passar para frente o conhecimento adquirido, fazer as pessoas entenderem...

Crio coisas novas diariamente... novos modelos de vida, novas formas de comunicação, penso em como colocar em prática, ver resultados...

Depois de muito pensar achei que uma forma de me expressar e atingir algumas pessoas seria através de um blog.

Vou publicar minhas ideias e quero ouvir a de cada um que tiver interesse em compartilhar as suas... Crescemos na medida que nos comunicamos e trocamos experiências.

Que venham novas ideias, porque essa já coloquei em prática. Agora é aprimorar sempre.