As
mudanças ocorridas no modo de vida da nossa sociedade nos últimos anos
influenciaram diretamente no comportamento das pessoas nas diversas fases da
vida. Analisando essas mudanças, resolvi fazer uma série sobre os novos
comportamentos adotados em cada uma dessas fases.
Em
minha opinião, a infância é a melhor fase da vida. As crianças são inocentes,
acreditam em contos de fadas e heróis. Sonham e aprendem constantemente. É
nessa fase que devem ser estabelecidos os valores que serão aplicados por toda
a vida.
As
mudanças ocorridas na sociedade nas últimas décadas alteraram também o
comportamento infantil. Entendo que duas mudanças foram essenciais nesse
processo, o avanço da tecnologia e o espaço conquistado pelas mulheres no
mercado de trabalho.
Os
filhos pequenos, antes eram criados e educados pelas mães, que se dedicavam exclusivamente
ao cuidado da família. Em alguns casos as avós faziam esse trabalho, quando as
mães precisavam se ausentar.
Com
as mulheres ocupando cada vez mais o mercado de trabalho, a grande maioria das
mães não tem mais do que o período de licença maternidade para ficar com os
filhos, e muitas avós ainda estão integradas nesse mercado, seja por
necessidade financeira ou mesmo por se considerarem jovens para aposentadoria.
A figura da vózinha fazendo tricô na cadeira de balanço fica cada vez mais
distante.
Sendo
assim, as crianças que precisam de acompanhamento e cuidados, são enviadas para
uma escola com meses, ou poucos anos de vida, recebendo dessa forma uma
influência externa, fora do ambiente familiar.
Na
escola, além de seguir a orientação da mesma, as crianças recebem influência de
professores e colegas, cada um com uma
bagagem e experiência de vida, trazendo informações constantes para os
pequeninos.
A
tecnologia tornou-se outra fonte de informação cada vez mais acessível. Pais,
professores, familiares, colegas, todos tem celulares, tabletes, computador e
para as crianças o uso desses equipamentos começa cada vez mais cedo, sem
medos, fazem descobertas a cada dia. Elas ligam o computador, acessam a Internet,
fazem pesquisas e jogam como se estivessem brincando de pega-pega.
Muitos adultos
ficam assustados com uma criança de 5 ou 6 anos que sabe usar o computador
melhor do que eles, ou que conversam com desenvoltura e seguem uma linha de
raciocínio, argumentando e expondo seus pontos de vista.
O
resultado de tanta informação e estímulos constantes são crianças muito
espertas, questionadoras. Elas não aceitam mais o não ou o sim sem explicações.
Querem mais, fazem mais, ganham mais, pedem mais.
Alguns
pais têm dificuldade para lidar com os filhos, porque eles não aceitam as
respostas de prateleira. É preciso aprender com eles para não podá-los,
ajudá-los a se tornarem cidadãos do seu tempo, em busca de objetivos e
preparados para a vida.
É
nosso dever ensinar para essas crianças a lidar com tantas informações e
filtrá-las baseadas nos valores recebidos. Respeito pelos mais velhos, pois
mesmo que eles não saibam acessar a Internet, têm outros conhecimentos
preciosos, adquiridos com a vida. É preciso ter humildade para aprender um com
o outro e saber que a “genialidade” infantil é fruto da evolução dos tempos.
Ser
inteligente é saber que podemos aprender sempre, seja com os mais velhos ou com
as crianças, mas o respeito às diferenças e aos limites de cada um devem prevalecer
sempre.
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