Estudar faz
parte da vida. Quando somos pequenos nossos pais nos colocam na escola para
aprendermos a ler, escrever e a nos relacionarmos.
No Brasil, a
partir de 2016, será obrigatório o ingresso na escola a partir dos 4 anos de
idade, a lei de 2009 alterou a idade mínima para início escolar que era a
partir dos 6 anos.
Dos 4 aos 17
anos são treze anos de estudo obrigatórios a todos os cidadãos, segundo a
constituição. Depois desse período, normalmente o adolescente opta por uma
profissão e vai se preparar para ela fazendo faculdade ou curso técnico.
A partir de
então serão mais alguns anos de estudo para se preparar para a vida
profissional. Muitos ainda precisam de estágio, especialização, cursos
preparatórios.
Ao ingressar
no mercado de trabalho, para um profissional se manter atualizado hoje em dia,
seja qual for sua profissão, é necessário continuar estudando e se preparando.
Bem, ai vem a
pergunta: Se preciso estudar e me preparar tanto para exercer uma profissão,
para fazer parte de uma sociedade por que não há preparo para ter um filho?
Os pais são o
primeiro contato que as crianças têm com o mundo. A convivência desde a gestação
e os cuidados que recebem em casa é que formarão suas impressões, suas
verdades, as bases para a formação dessa criança. Dessa base virá o sucesso ou
o fracasso de um ser que, no futuro, será parte da sociedade.
Talvez se
investíssemos mais no preparo dos pais, não teríamos que investir tanto em
corrigir os filhos.
Educar não é
função da escola. A escola tem que ser escolhida com base nas crenças da
família, não precisa ser a mais cara do bairro, nem a que tem maior estrutura,
precisa ser aquela onde a criança encontrará a continuação dos saberes adquiridos
em casa.
Assusto-me ao
ver pais reclamando que mandaram os filhos para a escola e eles voltaram
piores, ou quando ouço frases como está: “Mas na escola não te dão educação?”
Não, não dão educação! Educação se recebe em casa.
Na escola a
professora pode ensinar que jogar papel na rua não é correto, mas se o filho vê
a mãe jogando qual ação ele tomará? Que figura é mais para o filho a professora
ou a mãe?
Ninguém está
aqui tirando a responsabilidade da escola, mas cabe a ela ser uma extensão da
família, porém para saber se está exercendo o papel esperado pelos pais, esses
precisam saber o que esperam da escola, acompanhar e monitorar os filhos.
Deveria haver
junto ao pré-natal um curso preparatório para pais. Algumas maternidades de
ponta oferecem cursos preparatórios para os primeiros cuidados com os filhos,
já é um passo, mas são cursos pagos e limitam-se aos cuidados dos primeiros
meses.
Deveria haver
formação de pais. Desde a gestação, como cuidar do filho na barriga, quais os
cuidados da mãe na gestação, os deveres dos pais. Como agir nos primeiros
meses, na primeira infância. Como estimular o conhecimento, desenvolver
habilidades, preparar a criança para ser construtora de um mundo melhor.
No mundo em
que vivemos, com tanta tecnologia e recursos, há muita informação, quem tiver
interesse e souber da importância de conhecer para educar, consegue encontrar
as fontes, mas infelizmente vejo pais e mães com recursos, mas sem entender a
importância de se instruir para exercer seu papel.
Infelizmente a
grande maioria não tem conhecimento e nem condições para buscar essa formação.
E continuamos ouvindo frases como: “Deus deu, Deus cria!” Criar é fácil, educar
e preparar para a vida exige conhecimento.
Se você é
papai ou mamãe, ou está prestes a se tornar, estude, se prepare, receba essa
criança com o amor e o carinho que ela merece e a ajude a se torna uma cidadã
para o mundo.
Ser
inteligente é saber que qualquer papel que desempenhamos na vida exige preparo
e que não há papel mais importante que o de pais. Aprendamos para sermos os
melhores pais que pudermos.
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