terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ser pai


        Muito se fala em ser mãe, os sentimentos, as emoções, as mudanças na vida... Mas pouco ouvimos falar nas emoções de se tornar pai.

O pai era há algum tempo atrás uma figura distante, trabalhava o dia inteiro para prover as necessidades da família e a noite quando chegava estava cansado, precisava de descanso e paz. Era uma pessoa autoritária que transferia para a mãe a responsabilidade sobre a educação, os cuidados e o carinho com os filhos.

Felizmente essa situação vem mudando ultimamente. Ser pai, assim como ser mãe, tem se tornado um marco na vida dos homens. Com a conquista das mulheres no mercado de trabalho, mães e pais são responsáveis por prover a família e o tempo que têm livre são dedicados aos filhos. Quando um não pode, o outro está presente.

Acredito que esse foi um ganho irreversível para nossa sociedade. Vou às reuniões da escola do meu filho e vejo mães, pais, sozinhos ou juntos se interessando pela vida escolar e pelos problemas dos filhos. Vejo pais nos parques, ensinando os filhos a andarem de bicicleta e a jogar bola e, muitas vezes, brincando de bonecas com as filhas, coisa que há bem pouco tempo atrás era inadmissível.

Quando a mulher engravida não nasce apenas um filho, nasce uma família... mesmo que ela não seja tradicional, pai e mãe passarão a serem responsáveis pela criação e educação daquela criança.

O pai se emociona com a gravidez, acompanha a mãe nas consultas médicas, nos exames, ajuda nos momentos difíceis, faz carinho na barriga, conversa com o bebê, se preocupa com as dores, está do lado durante toda a gestação, acompanha o parto, se emociona ao pegar no colo o filho quando nasce...

O pai, fica do lado da esposa e do filho, acompanha a primeira mamada, fotografa, publica, curte...

O pai dá banho, mamadeira, coloca para dormir, acorda a noite quando o bebê chora.

O pai conhece a escola junto com a mãe, entende o método de ensino e vê se está de acordo com a filosofia da família.

O pai ajuda na lição de casa, abraça, beija, diz que ama...

O pai coloca limites, explica os porquês, vai à apresentação da escola e não tem vergonha de chorar de emoção e orgulho do filho.

O pai apóia, educa, ama, dá bronca, se envolve, quer conhecer os amigos, as relações amorosas...

         Ser inteligente é saber que ser pai é dedicar o melhor de você e do seu tempo para seu filho, é não ter vergonha de amar e é saber que a responsabilidade pela formação da criança é tanto do pai quanto da mãe. 

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